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México: fim da hegemonia do P.R.I

INTRODUÇÃO


O Presidente eleito Vicente Fox


As eleições presidenciais que ocorreram no México em 2 de Julho marcaram o fim da hegemonia política do PRI, que controlou a vida política do país nos últimos 71 anos, através do controle da máquina pública e de um sistema baseado na corrupção, formando a "Ditadura Perfeita" termo usado pelo fato de o partido oficial ter-se sustentado no poder sem golpes, preservando as eleições e o pluripartidarismo.
O presidente eleito, Vicente Fox, representa os setores mais conservadores da sociedade mexicana, é considerado de direita e contou com o apoio da Opus Dei; no entanto catalizou a insatisfação do eleitorado mexicano em relação ao controle do país pelo P.R.I há décadas.


Bandeira do Partido de Ação Nacional



A ORIGEM DO PODER

Com o assassinato de Zapata em 1919 termina a primeira fase da Revolução Mexicana. A segunda etapa foi marcada pela ascensão do General Álvaro Obregón ao poder, iniciando a Reconstrução Nacional, período onde os líderes do país procuraram definir as feições do novo Estado. De um lado havia uma nova Constituição, aprovada em 1917, que representava uma grande derrota para os setores mais conservadores da sociedade como a oligarquia agrária e a Igreja Católica. A organização popular foi mantida assim como os direitos trabalhistas, iniciou-se um processo de reforma agrária sob controle do Estado e definiu-se uma política de nacionalização das empresas estrangeiras, particularmente aquelas que exploravam petróleo e minério. A política nacionalista foi levada adiante lentamente, pois todas as mudanças foram antecipadamente discutidas com os EUA.

Em 1924 foi eleito Elias Calles que deu continuidade ao discurso nacionalista, ampliou a reforma agrária e manteve o controle sobre o movimento operário, já sob o comando de líderes pelegos. Durante esse período foi criado o banco do México e foram aplicadas as leis Anti Clericais, responsáveis por violenta rebelião camponesa, que estendeu-se de 1927 a 1930. O final do governo de Calles foi caracterizado por intensas disputas políticas envolvendo diversas facções dos grupos que se diziam representantes da revolução. A crise política interna e a crise que se abateu no país a partir de 1929 ( quebra da Bolsas de Valores de NY) foi responsável pela formação de uma grande aliança política envolvendo os "revolucionários"


Bandeira do PRI



ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA

Em 1929, Calles conseguiu reunir as diversas facções políticas e formar o Partido Nacional Revolucionário, que a partir de 1938 adotou o nome de Partido da Revolução Mexicana e em 1946 passou a chamar-se Partido Revolucionário Institucional (PRI) nome que mantêm ainda hoje.
Neste período destacou-se o governo de Lázaro Cárdenas (1934 -- 40) que preservou o discurso nacionalista, o controle sobre o movimento sindical, normalizou as relações com a Igreja e com os EUA e promoveu a "modernização do País" exemplificando bem o significado do populismo na América Latina. O governo Cárdenas manteve-se dentro dos limites da democracia tradicional e burguesa, e apesar da declaração de princípios do PRM, o México jamais teve um governo dos trabalhadores ou uma democracia popular.


Presidente Lázaro Cárdenas (1934 -- 40)


A modernização do país troxe alguns benefícios econômicos a classe operária, no entanto, manteve atrelada ao Estado, que procurava manter o equilíbrio entre patrões e trabalhadores. Dessa maneira o movimento de massa teve que apoiar-se em instituições do Estado, como, o exército, o poder executivo e claro, o Partido, responsável por cooptar grande parte dos trabalhadores a partir de uma plítica de favores desenvolvida pela máquina pública


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