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Evita

TÍTULO DO FILME: EVITA (EUA, 1996)
DIREÇÃO: Alan Parker
ELENCO: Madona, Antonio Banderas, Jonathan Price, Jimmy Nail, 140 min, Columbia Buena Vista.

RESUMO

A jovem e ambiciosa Eva Duarte sonha tornar-se estrela de cinema, mas interrompe a carreira ao conhecer o general Juan Domingo Perón, a quem acompanha, como primeira-dama, quando ele assume a presidência da Argentina.
Um narrador, Ché, faz a voz do povo argentino ao longo da história, que retrata a trajetória de Evita na história da Argentina.

CONTEXTO HISTÓRICO

O populismo define-se como fenômeno político e ideológico de certos movimentos de libertação nacional que prometiam emancipar o povo sem recorrer à luta de classes. Foi consideravelmente relevante na América Latina a partir dos anos 30, assumindo uma postura anti-imperialista e moderadamente anti-capitalista. Minimizando a luta de classes, contribuiu para esvaziar as autênticas lideranças operárias, manipulando o movimento sindical. Estabeleceu uma certa aliança das classes médias urbanas com os operários e com os camponeses, articulando ainda setores do empresariado e das Forças Armadas. Submetendo o processo de mudanças ao controle do Estado, o populismo manteve o status quo, garantindo os privilégios das elites ao mesmo tempo em que alimentava esperanças para massa de trabalhadores iludidos com a retórica nacionalista e salvacionista e modernizadora de seus líderes.
Em determinadas circunstâncias o populismo acaba convivendo com estruturas políticas mais liberais, porém o mais comum é que o comando do Estado seja exercido por uma liderança carismática e conservadora levada ao poder através de golpes.
Na América Latina encontramos várias lideranças populistas, destacando-se principalmente Perón na Argentina, Getúlio Vargas no Brasil e Lázaro Cárdenas no México. Contudo o modelo mais clássico foi o peronismo, ou justicialismo, representado pelo coronel Juan Domingo Perón, que antes de assumir como presidente, ocupou os cargos de Subsecretário de Guerra e Ministro do Trabalho na década de 40. Em 1944 foi ainda vice-presidente do governo provisório do general Edelmiro J. Farrel, sendo posteriormente obrigado a renunciar e acabando preso após julgamento. Libertado após um movimento popular concorreu às eleições presidenciais, vencendo-as com 55% dos votos.
Sua principal base de apoio populista foi a C.G.T. (Confederação Geral dos Trabalhadores), sobre a qual ele e sua mulher, Eva Perón (Evita) exerciam grande influência. Perón soube articular elementos emocionais que o ligavam aos trabalhadores através de discursos demagógicos e um eficiente aparelho de propaganda. O paternalismo e assistencialismo de seu governo foi marcado através de favores pessoais com distribuição de roupas, alimentos e medicamentos. Destaca-se mais uma vez a liderança de Eva Perón que pressionando o Congresso, conseguiu estender o direito de voto às mulheres em setembro de 1947, o que aumentou consideravelmente o eleitorado de Perón.
A morte de Evita, pouco depois de Perón iniciar um novo mandato presidencial em 1952, foi um forte golpe para o seu governo, somando-se com o agravamento da crise econômico-financeira representada por uma forte seca e crescente alta inflacionária.
Em 1954 lideranças civis e militares revoltam-se contra Perón, que após fracassada tentativa de resistência, renunciou no ano seguinte, exilando-se no Paraguai, de onde partiu para Espanha. Apesar do exílio, Perón permaneceu controlando seus partidários que se reagruparam no Movimento Nacional Justicialista. A vitória eleitoral desse grupo permitiu a reeleição de Perón em setembro de 1973, tendo como vice sua terceira esposa Maria Estela (Isabelita). Seu último mandato, abreviou-se com sua morte em julho de 1974, ocasião em que Isabelita tornou-se a primeira mulher a governar um país americano.


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