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O Submarino Kursk e a Guerra Fria

INTRODUÇÃO O "Kursk", submarino nuclear russo, afundou no dia 12 de agosto de 2000 no Mar de Barents, no Círculo Polar Ártico, representando uma grande tragédia, que repercutiu em todo o mundo e é acompanhada com apreensão. Duas foram as primeiras preocupações: o que teria causado o naufrágio e quais as possibilidades de sobrevivência dos tripulantes, e uma esta diretamente relacionada à outra, pois as principais críticas às autoridades russas devem-se a demora na aceitação de ajuda estrangeira, quer dizer, ajuda ocidental, dos países que compõem a OTAN, que são os países que teriam capacidade para uma operação de tal envergadura. A demora ocorreu devido ao temor de que os militares da OTAN servissem de espiões para os governos ocidentais, interessados em conhecer melhor a tecnologia empregada pelos russos, como nos tempos da "Guerra Fria".
O "MEDO" RUSSO Em artigo publicado pelo Jornal Los Angeles Times, oficiais norte americanos e russos deixam claro que, a pesar de "terminada a guerra fria" a espionagem ainda se mantêm, principalmente por parte dos EUA e de seus aliados da OTAN, uma vez que o poderio russo esta muito longe do que fora a antiga União Soviética. Cada vez que submarinos russos saem para manobras militares são seguidos pelos norte-americanos, criando uma real possibilidade de acidente. Segundo o mesmo jornal, submarinos russos e americanos chocaram-se duas vezes no início da década de 90, em acidentes de pequenas proporções e sem vítimas, mas que demonstram o grau de desconfiança ainda existentes entre as partes. A GUERRA FRIA O termo "Guerra Fria" passou a ser utilizado após a Segunda Guerra Mundial, quando o choque militar, o confronto aberto entre as nações, cessou, e estabeleceu-se uma nova correlação de forças no cenário internacional, tendo como protagonistas principais os Estados Unidos e a União Soviética. Para muitos a Guerra Fria tornou-se então um conflito ideológico, opondo o mundo capitalista ao mundo socialista; e nesse sentido os EUA tornaram-se os grandes representantes do capitalismo, enquanto os soviéticos por sua vez tornaram-se os representantes do socialismo. Essa visão superficial tornou-se predominante, pois na verdade passou a interessar a ambos. Para os EUA era importante ser visto como o representante do capitalismo, como o guardião da liberdade, como o país que pode conter o avanço soviético e que deve, portanto, liderar um grande bloco de países integrados à sua política, conseqüentemente subordinados à sua economia; um bloco formado por países derrotados na guerra como Alemanha Ocidental, Itália e Japão e, portanto sem condições de se oporem naquele momento a tal política, países vitoriosos na guerra, porém arrasados economicamente e os países da América Latina e parte da África de economia dependente mesmo antes da Guerra.
Para a URSS a visão de um conflito de blocos também se tornou conveniente, na medida em que ele era a única nação que tinha condições de se opor ao potencial norte americano e havia saído da Segunda Guerra como a principal vitoriosa. O modelo soviético, apesar de ter sido imposto ao leste europeu (aliás, com a concordância dos ocidentais) era atraente para várias nações, em particular àquelas que foram colônias das potências ocidentais. No entanto existem outras possibilidades para compreendermos a Guerra Fria. O que foi visto desde o final da Segunda Guerra foi uma verdadeira disputa imperialista entre duas potências militares, que possuíam modelos sócios econômicos diferenciados, que, porém desenvolveram uma política semelhante em relação aos demais países, caracterizada, utilizando-se da pressão político ideológica como instrumento de poder. Tanto os EUA como a URSS adotaram uma política imperialista. O poder desses dois países, assim como suas intenções já podiam ser percebidas antes do final da guerra; em fevereiro de 1945 Roosevelt (EUA) Stálin (URSS) e Churchill (Inglaterra) reuniram-se na Conferência de Ialta, na Criméia, para acertar os detalhes finais da grande ofensiva sobre a Alemanha, ficando acertado que a URSS teria o direito de ocupar os territórios do "Leste Europeu", que se tornava então sua zona de influência. Entre 17 de julho e 2 de agosto, já derrotado os alemães, realizou-se a Conferência de Potsdan, com a participação de Stálin, Churchill e Trumam, novo presidente dos EUA, onde foram tomadas as principais decisões impostas à Alemanha, inclusive com a divisão de seu território em 4 zonas de ocupação a serem administradas pela URSS, EUA, Inglaterra e França, divisão essa que também foi realizada em relação à Berlim.

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