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Os Duelistas

TÍTULO DO FILME: OS DUELISTAS ( The Duellists, Inglaterra, 1977)
DIREÇÃO: Ridley Scott
ELENCO: Keith Carradine, Harvey Keitel, Albert Finney, Edward Fox, Cristina Raines, Tom Conti, 101 min, CIC.

RESUMO

Durante as guerras napoleônicas, por volta de 1800, o jovem oficial D’Hubert é encarregado de prender o sempre irado e briguento oficial Feraud, por ter participado de um duelo. Feraud não aceita e desafia D’Hubert para um duelo e este ganha a contenda.
Inconformado com a situação e sedento de honra, Feraud desafia-o sucessivamente para novas lutas em diferentes lugares durante os 15 anos seguintes que marcaram a Era Napoleônica.
Com base na obra de Joseph Conrad, o filme marcou a estréia do consagrado diretor Ridley Scott, sendo vencedor do prêmio de melhor filme por um diretor estreante no festival de Cannes.

CONTEXTO HISTÓRICO

A tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789 é apenas o marco inaugural da Revolução Francesa. A partir desse momento, o que ocorre é o início de um processo revolucionário que se estende por 10 anos até Napoleão Bonaparte tomar o poder em 1799 com o golpe do "18 de brumário".
Através de sua liderança política, seu carisma e sua genialidade militar, a burguesia estabiliza-se no poder. Coube a Napoleão, a tarefa de consolidar internamente e difundir externamente os ideais da Revolução Francesa.
A "Era Napoleônica estende-se até 1815, sendo dividida em três etapas: Consulado (1799 -1804), Império (1804 -1815) e Cem Dias".
No dia 9 de novembro de 1799, 18 de brumário pelo calendário laico instituído pela revolução, Napoleão, que se destacara durante as guerras da França na Itália (1796) e no Egito (1798), foi escolhido para comandar o golpe que derrubou o regime do Diretório e implantou uma ditadura disfarçada, conhecida como regime do Consulado. Frente ao caos interno que beirava uma guerra civil, Napoleão representou uma política de reconciliação visando à paz e a segurança dos franceses. As guerras externas contra Prússia, Áustria, Rússia e Inglaterra, continuaram até 1802, quando Napoleão assinou a Paz de Amiens, pondo fim ao conflito europeu iniciado em 1792.
Nessa fase destaca-se ainda a Concordata com a Igreja Católica, no qual o Estado garantia os confiscos dos bens clericais mas ficava impedido de interferir no culto. O feito mais importante desse período porém, foi o Código Civil, obra inspirada no Direito Romano nas Ordenações Reais e no Direito Revolucionário, que em sua essência permanece até os dias de hoje na França.
Em 1803 Napoleão se fez proclamar imperador, e no ano seguinte uma nova Constituição aprovada por plebiscito, legalizava a instituição do Império. O expansionismo acompanhado de nepotismo, trouxe novamente as guerras.
Apesar de universalizar os ideais antiabsolutistas pela Europa, Napoleão governou como um déspota e somente conseguiu se manter devido o êxito das guerras e a prosperidade resultante das reformas internas. Bastou surgirem os primeiros fracassos militares, destacando-se a campanha da Rússia em 1812, para seus fundamentos serem abalados, provocando a queda do Império em 1814. No ano seguinte Napoleão se restabeleceu no poder, para após 100 dias ser definitivamente derrotado pelos ingleses em Waterloo na Bélgica. Aí foi aprisionado e enviado para seu exílio derradeiro na ilha de Santa Helena (costa atlântica africana), onde morreu doente em 1821.

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