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Os Fenícios

Enquanto Egito e Mesopotâmia colocam-se como grandes impérios que se fundam na Antigüidade, tendemos a nos esquecer de outros povos que hoje, talvez, suas permanências sejam muito mais presentes na nossa própria vida.

A Fenícia, cujo território hoje corresponde ao Líbano, deixou-nos o alfabeto fonético, criado por volta do ano 1.000 a.C., como grande herança.


A importância desse alfabeto reside justamente no fato de se constituir na base dos alfabetos grego e, posteriormente, o latino. Outro fato que convém lembrarmos é que não trata-se apenas de um alfabeto, mas de idioma possível de ser aprendido e pronunciado por outros povos.

O período de apogeu dos fenícios, povo descendente dos cananeus, foi entre 1.200 a.C. até 800 a C. , quando fundaram várias cidades-Estado, entre as quais Arad, Biblos, Ugarit, Sidon e Tiro -- essa última muito citada no Antigo Testamento da Bíblia. Após esse período entraram em declínio e no século VI a. C. caíram sob domínio dos persas.

Notabilizaram-se pela produção de um artesanato de luxo -- jóias, estatuetas, caixas de marfim etc. -- vinculado ao seu comércio, aliás sua principal atividade econômica.

O último baluarte fenício, Cartago, caiu sob o domínio de Roma, vitoriosa nas Guerras Púnicas.

Outro povo que mantém sua presença entre nós são os hebreus (judeus ou israelitas). Não há como ignorarmos todo o atual conflito no Oriente e no qual o Estado de Israel está diretamente envolvido.

Israel é o primeiro nome dado ao Estado fundado , por volta do século XII a. C., pelos hebreus, povo de origem semita. O termos significa provavelmente "aquele que lutou com Deus" , em clara referência ao ancestral Jacó.

A história desse povo é assinalada por uma série, quase que infindável, de conflitos e divisões internas, além das várias anexações pelas quais passaram ao longo do tempo. Porém, o que nos chama a atenção é a presença de uma religião monoteísta que sempre manteve a unidade política desse povo e, atualmente, se coloca como um dos fatores que envolve o conflito com os demais povos da Palestina e Oriente.



Também é pertinente lembrarmos que a ortodoxia na religião hebraica e a insistência na criação de um Estado para os hebreus são causas de divisionismos internos, haja vista, a polêmica entre os hebreus a partir do movimento sionista iniciado em 1897 por Theodor Herzl que redundou na criação do Estado de Israel em 1948.

A Pérsia antiga é uma das civilizações de caráter marcadamente militarista. Geralmente, atribuímos essa característica aos assírios, como se esses fossem os únicos a usar da guerra como meio de constituir um império.

Considerando a história desse povo, desde o início ela se constrói via conquistas militares. Ciro, Aquemênida, é um dos grandes exemplos dessa perspectiva militarista, ao unificar o Planalto Iraniano com a conquista e anexação dos medos. À testa do Estado, manteve essa política, ampliando os domínios do Império ao englobar a Lídia, a Babilônia, Fenícia, Síria, Palestina e Oriente, criando fronteiras que iam até a Índia.

Aliás, a dinastia Aquemênida marca-se pelo expansionismo e o próprio apogeu de sua história identifica-se com o apogeu das conquistas militares.

Sem dúvida, um outro grande momento é o reinado de Dario I que, após reorganizar o exército, se lança sobre o Mundo Grego iniciando as Guerras Médicas, responsáveis pela decadência persa, após o Tratado de Susa.

Se são importantes as conquistas militares, devemos acrescentar, também, as reformas de Dario I ao criar um sistema de estradas interligando o império, ao qual estava vinculado um correio que mantinha o imperador sempre bem informado; a arrecadação de impostos e a criação de uma moeda-padrão cunhada a ouro, o dárico.




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A sustentação de toda esse estrutura militar e da suntuosidade da corte, acabaram tornando-se os responsáveis pela derrocada do Império que, para mantê-las, espoliava os povos vencidos e anexados que, obviamente, revoltavam-se não aceitando passivamente a dominação.



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