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Pelle, o conquistador

TÍTULO DO FILME: PELLE, O CONQUISTADOR (Pelle Erobreren, Dinamarca/Suécia, 1988)
DIREÇÃO: Bille August
ELENCO: Pelle Hvenegaard, Max Von Sydow, Eric Paaske, Kristina Tornqvist

RESUMO
O filme, baseado no livro de Martim Anderson Nexo intitulado Infância, retrata a luta de dois imigrantes suecos -pai e filho- que tentam a sorte na Dinamarca, no final do século XIX.
Enfrentando a discriminação dos dinamarqueses, Pelle e seu envelhecido pai, conseguem apenas um emprego mal remunerado e péssimas acomodações numa fazenda, onde vivem um cotidiano freqüentemente cruel, num universo bizarro de camponeses, patrões e mulheres infelizes.
O ator Pelle Hvenegaard -- que tinha 13 anos à época -- foi escolhido entre duas mil crianças. Seu nome coincide com o do personagem porque sua mãe leu o livro durante a gravidez. O filme recebeu tanto a Palma de Ouro em Cannes, quanto o Oscar de filme estrangeiro, feito antes só alcançado por Ran de Akira Kurosawa.


CONTEXTO HISTÓRICO
As precárias condições de vida dos trabalhadores europeus, caracterizaram as mudanças sociais ocorridas na segunda metade do século XIX no contexto da Revolução Industrial.
Nesta Segunda Revolução Industrial (a primeira limitou-se à Inglaterra em meados do século XVIII), o aço substituiu o ferro como material industrial básico, o vapor deu lugar à energia elétrica e o petróleo passou a ser utilizado como força motriz no lugar do carvão. Nos transportes, a revolução foi representada pela rápida expansão da rede ferroviária européia sendo que em 1871, a Península Balcânica era a única região da Europa que ainda não possuía estrada de ferro. A navegação a vapor completou esse quadro de revolução nos transportes e o surgimento da hélice em 1870 acelerou a velocidade das embarcações, diminuindo distâncias e aumentando os lucros da burguesia.
A introdução da maquinaria automática, o crescimento da produção e a extrema divisão do trabalho, trouxeram uma grande concentração de renda, que, através da fusão do capital bancário com o industrial, resultou na formação de grandes conglomerados empresariais representados principalmente pelos cartéis e trustes. Essa nova realidade econômica marcava a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista.
A industrialização em escala mundial trouxe a primeira crise do capitalismo industrial, onde um grande excedente de produção, acompanhado por uma vertiginosa queda nos preços, provocou o aumento ainda maior do desemprego, que já se fazia sentir em razão da larga utilização das máquinas no processo industrial. No campo, a mecanização da produção agravou os problemas sociais, acentuando ainda mais a pobreza, o que levou inutilmente muitos lavradores para outros centros, em busca de trabalho e melhores oportunidades.
Essa crise global do capitalismo também pode ser atribuída ao subconsumo, já que o excesso de lucro dos empresários, proveniente dos baixos salários, impedia que os trabalhadores comprassem as mercadorias produzidas pela indústria.

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