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O Tigre e o Dragão

TÍTULO DO FILME: O TIGRE E O DRAGÃO (Wo Hu Zang Long. China/Hong Kong/Taiwan/EUA, 2000)
DIREÇÃO: Ang Lee
ELENCO: Chow Yun-Fat, Michele Yeoh, Zhang Ziyi e Chang Chen; 120 min

RESUMO
A obra do consagrado diretor taiwanês Ang Lee é o primeiro filme em idioma estrangeiro a conquistar o total de dez indicações para o Oscar, incluindo as de melhor filme, filme estrangeiro, direção e roteiro adaptado entre outras.
Com base em um romance épico de cinco volumes do escritor Wang Du Lu, o filme, falado em mandarim, retrata a China no início do século XIX, através da disputa de dois casais de guerreiros por uma espada lendária, roubada após o mestre de artes marciais Li Um Bai decidir se afastar das lutas e combates. A suspeita do furto recai sobre a guerreira bruxa Jade Fox, que no passado assassinou o mestre de Li Um Bai.
O filme se destaca pela bela mescla entre romance e artes marciais, onde a principal atração é representada por interessantes cenas de lutas que superam a lei da gravidade. A técnica para tais efeitos utilizou cordas (retiradas digitalmente das cenas) que, movimentadas por um grande guindaste, suspendiam os atores numa velocidade impressionante, fornecendo uma plástica singular, através de movimentos com muita leveza para os embates.
Outro ponto forte do filme é a fotografia, com belíssimas tomadas de regiões desérticas da China.

O "KUNG-FU" AO LONGO DA HISTÓRIA

A época retratada pelo filme (início do século XIX), é marcada pela Dinastia Qing (1644 -1911), responsável pelo início da decadência do kung-fu no Império Chinês sob domínio manchu.
A prática do kung-fu na China, iniciou-se no século XI a. C. com a Dinastia Zhou, tornando-se posteriormente uma exigência para formação do exército. Essa arte marcial ganhou impulso entre os séculos VII e IX com a Dinastia Tang, onde todos os oficiais e soldados deveriam passar por testes antes de serem promovidos. Ao longo da Dinastia Ming (1368-1644), o kung-fu ainda prosperou, entrando em decadência na Dinastia Qing (1644-1911), quando foi proibido por todos imperadores.
Restabelecido em 1912 após a proclamação da República, o kung-fu foi preterido com a ascensão dos comunistas em 1949, quando muitos mestres por motivos políticos, emigraram para Taiwan e para Hong-Kong.

CONTEXTO HISTÓRICO

A invasão manchu sobre a China em 1644 representou a transição da dinastia Ming para a King (Ching ou Tsing), a última dinastia imperial. Os séculos XVII e XVIII marcam um momento de grande desenvolvimento cultural acompanhado do expansionismo manchu, que além de controlar o império Chinês e a Mongólia, estendeu-se pela Ásia Central e reforçou sua influência sobre o Tibet, que, a partir de 1751, transformou-se em protetorado chinês.
No início do século XIX a situação da China começou a se reverter. Enquanto a Europa continental era dominada pelo Império Napoleônico e os Estados Unidos expandiam-se em direção ao Oeste, a China imperial iniciava um período de franca decadência, marcado pelo crescimento populacional, que associado ao aumento de impostos e da corrupção, culminou com a grande explosão social da segunda metade do século XIX.
Nessa época, grande parte da Europa, os Estados Unidos e o Japão (Era Meiji) viviam a realidade da Segunda Revolução Industrial. A introdução da maquinaria automática, o crescimento da produção e a extrema divisão do trabalho, trouxeram uma grande concentração de renda, que, através da fusão do capital bancário com o industrial, resultou na formação de grandes conglomerados empresariais representados por holdings, cartéis e trustes. Essa nova realidade econômica marcava a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista, responsável pelo neocolonialismo entre os séculos XIX e XX. Nessa conjuntura, a China já enfraquecida, foi fragmentada pelas potências ocidentais e pelo Japão, que em 1895 passou a controlar Taiwam e Liaodong exacerbando o nacionalismo chinês que resultou na Guerra dos Boxers no início do século XX.

Saiba mais sobre a história da China, lendo o texto China e Taiwan: Desafio para Reunificação, no link Atualidades.

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