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SUNSHINE - O despertar de um século

TÍTULO DO FILME: SUNSHINE - O DESPERTAR DE UM SÉCULO (Sunshine, Áustria/Canadá/Alemanha/Hungria, 1999)
DIREÇÃO: István Szabó
ELENCO: Ralph Fiennes, David de Keyser, Jennifer Ehle; 179 min.

TEMÁTICA
No filme, o ator Ralph Fiennes vive uma verdadeira metamorfose (pai, filho e neto), interpretando três gerações da família Sonneschein, um clã judeu que vai perdendo sua identidade para sobreviver em meio ao anti-semitismo, guerras e perseguições políticas.
No início do século XX, o esforçado advogado Ignatz, um jovem tímido e apaixonado pela prima-irmã adotiva Valerie, é convidado para o cargo de juiz e aconselhado a trocar seu sobrenome judeu. Para não abrir mão da convivência com o imperador da Áustria-Hungria, Ignatz assina sentenças que legitimam o arbítrio do governo.
Com o assassinato do arqueduque Francisco Ferdinando (herdeiro do trono austro-húngaro) por um grupo nacionalista sérvio, inicia-se a Primeira Guerra Mundial e Ignatz arrasa seu casamento e se afasta dos filhos para participar do conflito.
Seu filho Adam, um talentoso esgrimista, também sofre o mesmo preconceito, sendo obrigado a se converter ao catolicismo para poder participar das Olimpíadas de Berlim, com a cidade já tomada pelos nazistas. Com o crescimento do anti-semitismo, grande parte da família é perseguida e Adam é executado num campo de concentração na frente de seu filho, Ivan. Este, promete vingar o pai, tornando-se um perseguidor de nazistas para o governo comunista instalado no final da Segunda Guerra Mundial.

CONTEXTO HISTÓRICO
O filme de István Szabó é uma bela aula, onde em quase três horas a história da Hungria e alguns dos momentos mais dramáticos do século XX, registram a decadência do Império Austro-Húngaro, a Primeira Guerra Mundial, a ascensão do nazismo, os campos de concentração, a derrota da Alemanha, a ascensão do comunismo no leste europeu, a ditadura dos governos stalinistas e, por fim, a queda dos mesmos na última década do século XX.
A derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e a humilhação a que fora submetida pelo Tratado de Versalhes, deixaram o país à beira da anarquia e da guerra civil. A República proclamada na cidade de Weimar foi dominada por setores moderados que não conseguiram combater a miséria e nem controlar os movimentos políticos de esquerda. Sob pressão dos militares e de grupos nacionalistas totalitários, como os nazistas, a República de Weimar vivia ameaçada. A situação do país agravou-se com a crise mundial de 1929 atingiu a economia que se recuperava desde 1923, radicalizando as oposições. A articulação entre monarquistas conservadores, setores militares e empresariado, facilitou a ascensão de Hitler ao cargo de chanceler em 30 de abril de 1933.
Alguns meses depois, Hitler estabeleceu um Estado totalitário, com um poderoso e disciplinado aparato paramilitar, destacando-se agrupamentos como as SA (sessões de assalto), e as SS (sessões de segurança), além da Gestapo, a temida polícia política do nazismo.
Caracterizado pelo monopartidarismo, anti-comunismo, anti-liberalismo e um nacionalismo histérico, o nazismo alemão também apresentou um forte componente racista anti-semita, que defendia o "direito" das raças superiores dominarem as raças inferiores. Identificado com o movimento comunista internacional ou com o liberalismo responsável pela grande depressão de 1929, o judeu passou a ser considerado o grande mal que assolava a Alemanha.
Cruelmente perseguidos e excluídos de várias atividades públicas, à partir de 1935 com as leis de Nuremberg, os judeus passavam à condição de cidadãos de segunda categoria, perdendo direitos civis como o direito de casarem-se com "arianos puros". Em 1938 as ações anti-semitas cresciam vertiginosamente. Espancamentos, humilhação de crianças em salas-de-aula, destruição de sinagogas e casas, e até a utilização de sinais identificadores, já faziam parte do cotidiano da Alemanha de Hitler. Em escala mais reduzida o racismo germânico, também estendeu seus crimes sobre outros povos como eslavos e ciganos, além da perseguição sobre homossexuais e deficientes físicos.
A propaganda nazista controlada por Goebbels, supervisionava a literatura, o cinema e sobretudo o rádio e a imprensa, sendo que o pior aconteceria somente durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando tem início a "solução final", que executou cerca de 6 milhões de judeus espalhados pelos vários campos de extermínio nos países europeus dominados pelo III Reich.

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