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Alemanha: Indenização para vítimas do Holocausto

Alvos da crescente animosidade cristã, insuflada pela propaganda religiosa ao tempo das Cruzadas, os judeus das diversas cidades alemãs foram obrigados a se confinar num mesmo bairro para escaparem das perseguições e massacres coletivos (pogroms). Isolados em guetos, permanentemente fiscalizados e taxados, os judeus diferenciaram-se do restante da população, tornando-se estrangeiros de fato. Tanto assim que, no século Xlll, começaram a falar uma forma especial de alemão, que se transformou num idioma original, o iídiche. Este isolamento despertou a fantasia popular que passou a acusá~los de prãticas religiosas demoníacas, responsabilizando-os por crimes e epidemias.

"A entrada maciça dos judeus na sociedade alemã, que coincidiu com a primeira etapa do desenvolvimento econômico e com a formação da unidade alemã, não provocou maiores problemas.

Em 1848, os liberais exigiram a supressão das discriminações e foram bem-sucedidos. Os judeus participaram ativamente do movimento político; colaboraram nas eleições e promoveram demonstrações em Frankfurt. Por volta de 1860, pronunciaram-se abertamente pela unificação. Entusiasmados pelo progresso e estimulados pela política de Bismarck, os alemães aceitaram as modificações."

A desigualdade presente em lei deixou de existir em todo o território nacional em 1871. Na prática, contudo, os judeus continuaram excluídos dos cargos militares e administrativos importantes, sendo compelidos às atividades pouco consideradas pelos alemães: jornalismo, política, profissões liberais, comércio e finanças.
O anti-semitismo voltou a ganhar força quando a depressão econômica de 1873 atingiu a Alemanha, castigando camponeses e grandes proprietários agrícolas, revoltados contra uma minoria beneficiada pela rápida industrialização. Aos poucos o ódio contra os judeus, transformados em símbolo do capitalismo apátrida e egoísta, tornou-se tema eleitoral de diversos partidos políticos, suplementado por teorias raciais popularizadas e simplificadas, no início do século XX, em jornais e pequenas brochuras.


Entrada do campo de concentração de Auschwitz, na 2° Guerra Mundial



A derrota militar das antigas classes dirigentes na Primeira Guerra e o surgimento da República favoreceram os judeus. As barreiras contra sua participação em certas profissões e funções públicas caíram, simultaneamente à proibição de emigrarem para as cidades. Todavia, num período conturbado, marcado pelas duras condições do armistício, pela inflação galopante e por tentativas revolucionárias da extrema-esquerda, a rápida ascensão dos judeus na sociedade apontava-os como os beneficiários da vitória dos Aliados.
No clima passional criado pela derrota, o racismo reapareceu com toda a força. Os generais alemães publicaram suas memórias, culpando os israelitas pela ruína da Alemanha e responsabilizando-os por incutir no povo um sentimento de fraqueza e inferioridade. A campanha anti-semita
intensificou-se em toda parte, nos movimentos da juventude, nas associações de antigos combatentes e nas agremiações profissionais.
"Em março de 1920, Kapp, um alto funcionário, tenta um golpe de Estado; domina a capital por algumas horas e apresenta um programa, que preve a expulsão dos judeus que entraram na Alemanha depois da guerra. Em 1922. Rathenau é assassinado: aos olhos dos fanãticos, um judeu ministro das Relações Exteriores sõ podia ter em vista a destruição da Alemanha. No outono de 1923, verifica-se em Berlim um pogrom: muitas casas comerciais pertencentes aos judeus são saqueadas, muitos israelitas da Europa Oriental são molestados."


Adolf Hitler



Neste clima de nacionalismo antijudeu nasceu o movimento nazista.

Filme sobre o nazismo

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Texto extraído de História Moderna e Contemporânea de Alceu Pazzinato e Maria Helena Senise
Editora Ática
(os trechos entre aspas foram extraidos de Pierre Sorlin, O Anti-semitismo Alemão, p 57.58 e 74.75)

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