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Colômbia em números

Capital: Bogotá
População: 41,458 milhões
PIB: US$ 85,242 bilhões (1999 - estimativa)
Desemprego: 19,5% da população ativa
FARC: 15 mil combatentes
ELN: 5 mil combatentes
Forças Armadas: 250 mil homens (inclui polícia e Forças Armadas)

Uma história de guerras

1899/1903 - Primeira guerra civil entre liberais e conservadores (os dois partidos burgueses e oligarcas que dominam a política tradicional do país): "Guerra dos Mil Dias". A guerra termina com um acordo entre os dois lados, diante da ameaça de intervenção dos Estados Unidos. Inicia-se um período de 30 anos de governos conservadores.

1946 - Nas eleições presidenciais, o partido liberal se divide em duas alas. Uma refletia a pressão das lutas populares, e tinha como candidato Jorge Eliécer Gaitán, a outra apoiava Gabriel Turbay. Aproveitando-se da divisão o Partido Conservador ganha as eleições, elegendo Mariano Ospina Pérez

1948 - Assassinado Jorge Eliécer Gaitán. Como reação à sua morte explode a rebelião popular conhecida como o "Bogotazo". Em seguida começa "A violência", uma guerra civil que durou 10 anos, onde se enfrentam as guerrilhas liberais e comunistas com o governo conservador.

1959 - A Revolução Cubana tem uma grande influência sobre o renascimento do movimento guerrilheiro.

1962 - O exército inicia uma ofensiva contra a zona liberada controlada pelos comunistas em Marquetalia, departamento de Tolima (região central, próxima a Bogotá). Os camponeses reagem com ações guerrilheiras. Um dos camponeses desta zona era Manuel Marulanda Vélez, o "Tirofijo" (hoje, principal dirigente das FARC).

1964 - As guerrilhas comunistas se reúnem em Marquetalia, em 20 de julho de 1964 e aprovam um programa de reforma agrária revolucionária que tem como base o "confisco da propriedade latifundiária" e das "ocupadas por companhias imperialistas". O Exército expulsa a guerrilha de Marquetalia.

1966 - A guerrilha comunista de Marquetalia, em unidade com outros destacamentos guerrilheiros do sul de Tolima, funda as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

1967 - Surge o Exército de Libertação Nacional, inspirado no Che Guevara. O Partido Comunista Colombiano - Marxista-Leninista (PCC-ML) organiza o Exército Popular de Libertação. Essas duas guerrilhas refletem o ascenso do movimento estudantil dos anos 60 e as massas urbanas empobrecidas.

1970 - Eleito Misael Pastrana Borrero, conservador, com 1,6 milhão de votos. O ex-ditador e general Gustavo Rojas Pinilla, líder da Aliança Nacional Popular (Anapo), consegue 1,5 milhão de votos. Há acusações generalizadas de fraude e descontentamento das massas pobres que tinham votado em Rojas Pinilla.

1973 - Surge o Movimento 19 de Abril (M-19), uma guerrilha de tipo nacionalista e popular. O movimento vem das fileiras da Anapo.

1984 - Em março o governo firma uma trégua de um ano com as FARC. Em 24 de agosto é firmado um acordo com o M-19 e com o Exército Popular de Libertação (EPL). Poucos meses depois o M-19 rompe o cessar-fogo devido às agressões constantes do Exército.

1986 - Toma posse o presidente Virgílio Barco, do Partido Liberal. Nestas eleições a União Patriótica, movimento orientado pelo Partido Comunista e ligado às FARC, concorre e obtém mais de 300.000 votos.

1987 - Os grupos paramilitares (extrema-direita) começam um plano sistemático de assassinatos, não só de guerrilheiros mas de dirigentes políticos e sindicais. Jaime Pardo Leal, o candidato a presidente e máximo dirigente da União Patriótica, é assassinado por mercenários paramilitares o que provoca uma onda de enfrentamentos entre as massas e a polícia com o saldo de oito mortos.

1989 - Um comando assassina Luís Galán, pré-candidato liberal às eleições presidenciais que aparecia com maiores chances de vitória. O governo do presidente Barco desfecha uma campanha militar contra os narcotraficantes, que respondem com atentados, bombas e até lançamento de mísseis.

1990 - O M-19, que renunciara a luta armada em 1989, obtém 19 cadeiras na Constituinte.

1991 - O EPL também renuncia a luta armada após acordo com o governo.

1994 - Assume o presidente eleito Ernesto Samper do Partido Liberal. Explode o escândalo do apoio financeiro do narcotráfico à campanha de Samper.

1998 - Eleito Andres Pastrana e início do processo de aproximação e tentativa de negociação com as duas guerrilhas que continuam ativas no país: as FARC e o ELN.

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