HISTORIANET

Livros

REDAÇÃO LINHA A LINHA

TÍTULO: REDAÇÃO LINHA A LINHA
AUTORA: Thaís Nicoleti de Camargo
EDITORA: Publifolha
ANO DE EDIÇÃO: 2004
PÁGINAS: 152
PREÇO: R$ 24.90

Escrever bem é um direito

Quando se propôs a publicar "Redação Linha a Linha", a professora Thaís Nicoleti de Camargo tinha como foco imediato o vestibular, oferecendo um instrumento para que os alunos pudessem encadear melhor as informações em seus textos. Mas o vestibular é apenas um detalhe -e talvez o menos importante deste livro. Relevante, de fato, é a relação entre a escrita e os direitos mais rudimentares da cidadania.
A falta do hábito de leitura e de escrita, resultado, entre outros fatores, da supervalorização da imagem, faz com que muitos alunos se sintam diante de uma redação como se estivessem perdidos num labirinto de palavras, incapazes de colocar no papel uma idéia com um mínimo de consistência. Isso sem falar dos tropeços na língua, que deixam incompreensíveis várias passagens do texto.
É inútil, obviamente, sair por aí acenando com as regras gramaticais, o que é algo parecido a ensinar os encantos da sensualidade por meio de aulas de ginecologia. Além de professora de ensino médio e de cursinhos pré-vestibulares, Thaís é consultora de língua portuguesa da Folha. Está, portanto, envolvida no fazer dos textos tanto em sala de aula como numa Redação, o que lhe dá a visão privilegiada de quem mergulha em diferentes formas de expressão.
O livro parte de redações de leitores enviadas ao caderno Fovest, da Folha, inspiradas em temas contemporâneos que exigem do aluno estar antenado com o cotidiano -aliás, condição essencial para quem deseja ir bem numa prova de redação. A autoridade não se prende às regras, embora sempre se apontem erros gramaticais. O forte está na discussão detalhada, com base nos textos, sobre como estruturar uma idéia sem cair em chavões, dubiedades, inconsistência, lugares-comuns. Ou seja, sobre como escrever de forma clara, direta, precisa, coerente.
A necessidade de tais atributos na escrita vai muito além do vestibular. Faz parte das habilidades necessárias da cidadania. Quem não consegue se expressar, falando ou escrevendo, corre o risco de ser um cidadão de segunda classe, limitado em seu direito de crítica, incapaz de defender uma posição com um mínimo de clareza. O vestibular passa (e bem rapidamente), mas a cidadania (ou a falta dela) fica.

GILBERTO DIMENSTEIN
COLUNISTA DA FOLHA

Tarde de autógrafos -- 24 de abril de 2004
Bienal do Livro -- Centro de Exposição dos Imigrantes -- rua 4, Estande H

Pesquisar em
1123 conteúdos

Livros

PROMOÇÃO

o HISTORIANET e a Editora M Books do Brasil sorteiam o livro...

Notícias

Guerra e Paz

Exposição relativa à obra de Portinari exposta no Memorial da América Latina

Notícias

Exposição no Rio de Janeiro

Modigliani - Imagens de uma vida; no Museu Nacional de Belas Artes

Notícias

Fórum Mundial de Educação

Evento que se realizará em Florianópolis já tem mais de 9 mil inscritos

COPYRIGHT © HISTÓRIANET INTERNETWORKS LTDA

PRODUZIDO POR

SOBRE O HISTORIANET