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Eleições no Afeganistão

No dia 9 de outubro de 2004 ocorreu a primeira eleição presidencial da história do Afeganistão, comemorada no mundo ocidental, principalmente pelos Estados Unidos que, segundo o presidente George W. Bush, foi uma conquista de seu governo, pois teria sido impossível sem a invasão ocorrida no final de 2001, que derrotou o regime do Taleban.
Os talebans caíram em 13 de novembro de 2001, mas o fim da guerra ocorreu formalmente em 5 de dezembro daquele ano com a Conferência de Bonn, na Alemanha. Nela se proclamou o fim do Estado teocrático e decidiu-se pela retomada da forma republicana de governo no país, foi convocada a Loya Jirga, uma tradicional assembléia composta de chefes tribais, o ex-rei Zahir Shah, notáveis chefes dos clãs e 1.551 delegados representando as etnias pashtun (38%), tajique (25%), hazari (19%), usbeque (6%), turcomena (2%), além de outras minorias. Coube à Loya Jirga eleger o presidente Karzai e fixar em três anos o período de transição. O gabinete interino foi formado por trinta integrantes, escolhidos entre comunidades afegãs em todo o mundo.
É verdade que o projeto de integrar o Oriente Médio á órbita dos Estados Unidos avançou nos últimos anos, porém também é verdade que ainda existe um movimento de resistência na região, fato comprovado pelas explosões de bombas nos meses que antecederam as eleições afegãs.

A "Democracia"
Hamid Karzai, do maior grupo étnico do país, os pashtuns, chefia um influente clã ocidental afegão com antigos laços com a dinastia do rei Mohammad Zaher Shah foi um dos líderes da Aliança do Norte, que lutou contra o Taleban, com o apoio de Washington.
Apesar de ter ocorrido sem nenhum atantado terrorista, a eleição gerou uma crise política pois 14 dos 18 candidatos denunciaram irregularidades e pediram o cancelamento do processo.
Em 2005 serão realizadas as eleições parlamentares, dando continuidade ao processo de democratização. Ao mesmo tempo, a situação da economia caminha em direção oposta. "A produção de ópio neste ano pode aumentar em 20% ou 40%" segundo Robert Charles, assistente do escritório internacional de narcóticos em uma audiência do Congresso, preocupando a ONU, quanto à possibilidade de que o país se torne um "narco-Estado".
O cultivo ilegal de drogas no Afeganistão gerou no ano passado US$ 2,3 bilhões e produziu 75% da heroína em nível mundial. A papoula é a matéria-prima para a fabricação do ópio. Os invasores do país querem ensinar o que é voto, mas não o significado de cidadania.

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