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LÍBANO: 22 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELENSE



INTRODUÇÃO



No dia 8 de fevereiro de 2000, a aviação israelense atacou diversas regiões do Líbano destruindo a maioria das estações de geração e transmissão de energia do país deixando um saldo de 17 civis feridos, com idades de 3 a 40 anos.
Este ataque faz parte de uma série de agressões que se estendem por mais de duas décadas, onde Israel sempre se justifica como forma de conter a resistência libanesa à sua ocupação.

A OCUPAÇÃO DO SUL DO LÍBANO

Há 22 anos atrás, mais precisamente em março de 1978, Israel invadiu e ocupou o sul de Líbano. Imediatamente foi convocada uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que por unanimidade adotou a resolução número 425 que condenou a ocupação e determinou a retirada israelense imediata e incondicional de todo território libanês até as fronteiras internacionalmente reconhecidas. A ONU constituiu também, uma força multinacional encarregada de auxiliar o governo do Líbano e restabelecer a paz e segurança na região.
Além de não acatar a resolução da ONU, Israel consolidou sua ocupação patrocinando a formação de uma milícia de mercenários da região por ela invadida, que até hoje ainda serve como escudo à sua ocupação. Milícias como esta, foram responsáveis juntamente com o exército judeu, por várias chacinas nos anos 80, como o massacre de civis palestinos indefesos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila.

IMPERIALISMO E RESISTÊNCIA

O expansionismo de Israel faz parte de sua política claramente imperialista sobre parte do mundo árabe, que iniciou-se com a própria proclamação do Estado judeu na Palestina em 1948, prosseguindo por meio da ocupação e anexação de outros territórios árabes, como a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e as colinas de Golã . Em 1982 Israel ampliou sua ocupação no Líbano, avançando até a capital, Beirute, causando milhares de mortos e feridos, além de provocar um êxodo de centenas de milhares de refugiados que tiveram seus lares e seus bens totalmente destruídos. Com a resistência do povo do Líbano, Israel retirou-se parcialmente, recuando até o sul do país, continuando contudo a ocupar 10% do território libanês.
O povo desses territórios ocupados revoltou-se contra a tortura, a humilhação e a destruição de seus lares, formando a resistência libanesa, que encontra amparo nas leis internacionais. Esse direito de resistência, já foi exercido inúmeras vezes na história por diversos povos civilizados (inclusive pelos judeus), em situações semelhantes.

UMA TENTATIVA DE ACORDO

Em 1996 as agressões israelenses com força aérea, terrestre e marítima provocaram a destruição de toda infra-estrutura de Beirute e de cidades e vilas vizinhas, vitimando mais uma vez a população civil, o que determinou a intervenção dos EUA e da França.
Com a participação de Israel, Síria e Líbano, foi aberta uma negociação que resultou no que ficou conhecido como "entendimento de abril" que reconheceu o direito de resistência contra a ocupação do exército israelense e a milícia que colabora com ele dentro do território ocupado, com as devidas salvaguardas da população civil e da infra-estrutura do país. Além disso foi criada uma comissão composta pelos cinco países que elaboraram o documento, para observar sua aplicação e fiscalizar qualquer violação contra o mesmo.
A resistência libanesa obedeceu o "entendimento de abril" não violando seus termos. O que tem ocorrido desde então são ações de legítima defesa da resistência libanesa contra a ocupação que causaram o descontrole do exército israelense, o qual começou a perpetuar violentos e desesperados ataques contra o Líbano, como os do dia 8 de fevereiro de 2000.

QUATRO PONTOS PARA PAZ

Diante de tudo isso, em artigo publicado no dia 16 de fevereiro de 2000 na página 3 do jornal Folha de São Paulo, o dr. Ishaya El-Khory, embaixador do Líbano no Brasil (país com o maior contingente de imigrantes libaneses do mundo), defende uma paz justa e global na região com base nos seguintes termos:

1) A retirada do exército israelense, de forma imediata e incondicional, conforme determina a resolução 425 do Conselho de Segurança da ONU.

2) O reinício das negociações de paz a partir dos pontos de sua paralisação em 1996, com base no acordo de Madri.

3) A retirada israelense de toda região de Golã até os limites de 4 de julho de 1967.

4) O reconhecimento do direito do povo palestino a sua autodeterminação e a instituir o seu Estado e o retorno dos refugiados palestinos a seus lares e terras, visto que eles foram afugentados por Israel desde 1948 e o Líbano recebeu grande parte deles, o que equivale a 15% da população libanesa.

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