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ARGENTINA: EX-DITADORES VÃO A JULGAMENTO

Nos últimos meses a justiça vem interrogando militares que ocuparam posições de comando durante a ditadura, pois, apesar da anistia, a justiça considera que não há impedimento para que os militares forneçam informações sobre os desaparecidos políticos. As famílias de 2 mil desaparecidos pretendem descobrir os lugares onde seus parentes estão enterrados ou se seus corpos foram destruídos ou jogados no Rio da Prata.
A vida política Argentina voltou a se agitar na última semana, quando a justiça decretou a prisão de dez militares que, no período da ditatorial (1976 - 83) estiveram envolvidos com a "Guerra Suja". O processo iniciado pelo juiz Adolfo Bagnasco baseia-se no fato de que os líderes militares não só tinham consciência, como planejaram o "roubo de bebes", nascidos nas prisões políticas. Existem evidências de 240 casos registrados de filhos de desaparecidos políticos que foram seqüestrados com seus pais. Destes, 66 foram encontrados por suas famílias biológicas nos últimos anos.
Durante a ditadura militar , muitos desaparecidos foram seqüestrados com filhos muito pequenos. Algumas mulheres seqüestradas estavam grávidas e seus filhos nasceram nos vários centros clandestinos de detenção. Essas crianças foram entregues a pessoas intimamente relacionadas com a ditadura militar . É sabido que existiam listas de espera para a adoção dos bebes nascidos nas prisões. Nos principais casos conhecidos, as mães dessas crianças foram assassinadas.
Dessa maneira, o juiz Bagnasco pretende reabrir os processos contra os militares, anulando a anistia concedida durante o governo de Carlos Menem.

A HISTÓRIA

INSTABILIDADE E ASCENSÃO MILITAR

A história da Argentina foi marcada por grande instabilidade política e por constante intervenção dos militares na organização política.
Após a Segunda Guerra, a economia do país retraiu-se, pois baseava-se no fornecimento de matérias primas e alimentos às potências aliadas, aumentando a dependência em relação aos EUA, que ao mesmo tempo ampliavam sua influência política, justificada pela Guerra Fria. Desta forma as intervenções militares passaram a se utilizar do pretexto anti comunista, fato que explica a deposição de Juan Domingo Perón. Se por um lado Perón era um homem de origem militar, por outro, seu governo desenvolveu-se baseado no trabalhismo populista, apoiado na estrutura sindical e por grupos de esquerda. O "Golpe Gorila" de 1955, pretendeu portanto manter o alinhamento argentino a política do imperialismo norte americano do pós guerra.
Desde então a situação interna da Argentina manteve-se polarizada, tanto do ponto de vista político, como do ponto de vista econômico, sendo que os peronistas adotavam uma postura nacionalista, de manutenção dos monopólios estatais sobre alguns setores da economia enquanto que os não peronistas pretendiam a abertura da economia para o capital estrangeiro.





A DÉCADA DE 70

No início da década de 70, a crise econômica agravou-se, com a queda do PIB, aumento do desemprego, aumento inflacionário e redução do salário real dos trabalhadores. Essa situação abriu caminho para a radicalização política e para ações guerrilheiras e para a volta do peronismo ao poder.
Em 1973, Hector Cámpora, ex-secretário de Perón foi eleito para a presidência, porém renunciou 49 dias depois, possibilitando a eleição de Perón e Isabel Perón. No entanto o peronismo já não era o mesmo e tornou-se impossível conciliar as diversas tendências surgidas em seu interior. Havia surgido uma ala mais jovem, que acreditava que o peronismo pudesse ser "uma via Argentina para o socialismo", sendo responsável a radicalização política e atraindo a violenta repressão do regime.
A morte de Perón em 1974, a manutenção da crise econômica, o agravamento das tensões sociais e o desenvolvimento de movimentos guerrilheiros, foram responsáveis pelo golpe que depôs Isabelita em 1976, substituída por uma junta militar, encabeçada pelo General Jorge Videla.


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