A crise do Império Romano
O mapa retrata a dimensão do Império Romano, formado durante o período republicano, sob comando dos patrícios, envolveu todo o Mar Mediterrâneo, que passou a ser chamado de "Mare Nostrum". Pelo Mediterrâneo passaram a ser transportadas as riquezas exploradas nas diversas províncias de Roma, gerando grande enriquecimento dos mercadores e dos dirigentes do Estado, elementos da camada patrícia. Essa classe social passou cada vez mais a beneficiar-se do controle da burocracia estatal, uma vez que, contraditoriamente as terras conquistadas passaram a fazer concorrência com a produção romana. Mesmo após o inicio do Império, os patrícios continuaram a viver da exploração das províncias e do controle da máquina político administrativa.

Entre os séculos II e III o Império começou a sentir os sinais da crise.
A diminuição do número de escravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras. Com relação as invasões é importante notar que a região européia do império passou a ser ocupada por povos nômades, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Vários desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiada a defesa da fronteira do Império.

Vários elementos contribuíram para o desaparecimento do Império Ocidental.
A crise econômica determinada pela crise do modo de produção escravista determinou um acentuado processo de ruralização populacional, determinando novas formas de organização sócio econômica, baseada no trabalho do colono e no desenvolvimento da Villae, grande propriedade que tendeu a auto-suficiência e a uma economia natural.
O enfraquecimento e descentralização da economia determinaram a decadência do poder central e, a fragmentação do império do Ocidente, substituído por diversos Reinos Bárbaros.
Mapa retirado do cd-rom Atlas de História Geral, da Editora Ática
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